Como a internet e as redes sociais mudaram a forma de fazer negócios?
Atualizado: 16 de set.
Desde o crescimento da internet o marketing tem mudado, impulsionando as empresas à adaptação para esse novo ambiente de negócios marcado por clientes mais exigentes devido a um oceano de opções ao alcance de poucos cliques. Aliás, a depender do mercado, o empreendedor pode ter que competir com empresários de outros estados e até mesmo de outros países. Nesse sentido, a concorrência agora é mundial, se tornando cada vez mais difícil identificar as dores, bem como atender os desejos do consumidor que não se contenta mais apenas com produtos e serviços, exigindo performance pautada em gratificações e descontos, além de atrativos visuais, segurança, atendimento e promoções que os encantem.
Isso ocorre pois as mídias tradicionais, como rádio e TV, têm perdido cada vez mais espaço para a internet e a tecnologia faz com que tudo mude de forma mais acelerada, fazendo com que a competitividade se torne mais custosa e a capacidade de aprender, mudar e inovar com frequência seja a única alternativa viável. Em outras palavras, muito mais do que preocupações em relação ao valor das ações, bem como com o aumento da taxa de juros atrapalhando a tomada de crédito para investimentos ou com o rendimento das suas aplicações financeiras, é fundamental contar com meios capazes de prever o crescimento de mercados, bem como a viabilidade de negócios rentáveis em um cenário de concorrência acirrada e clientes criteriosos com mais acesso a informação.
Contudo, a maior parte dessa transformação vai além dos domínios convencionais do marketing online (B2C, B2B, C2C e C2B), sendo advindo das alterações causadas pelas mídias sociais que possibilitaram a troca em tempo real de informações pelos consumidores, tornando o processo mais colaborativo com as empresas que devem se valer de feedbacks, informações e dados gerados por eles a fim de extrair insights sobre o mercado, bem como a avaliação da experiência proporcionada e o grau de satisfação com os produtos ou serviços fornecidos pela companhia. Não obstante, tão importante quanto reunir dados, é ter a capacidade para transformá-los em inteligência útil ao aproveitamento de oportunidades de melhoria, correções e criação de estratégias.
Assim, se antes Inteligência de Mercado era um diferencial na busca por formas de agradar o consumidor, agora ela é uma necessidade vital se levarmos em consideração a dinâmica da conjuntura externa, bem como a enorme quantidade de dados e informações que as análises exigem. Ademais, há ainda elevados investimentos que devem ser feitos para garantir infraestruturas mínimas de tecnologia da informação para dar suporte a indicadores de desempenho, CRMs, ERPs e plataformas de Business Intelligence com IA (inteligência artificial) embarcada exigidos em tais processos, além das necessidades de cibersegurança e compliance que aumentam na medida em que as corporações adentram um ciberespaço repleto de ameaças cibernéticas que crescem na mesma velocidade que as oportunidades, bem como consumidores tão perigosos quanto o Procon no que tange reclamações na web.
Em suma, as mudanças no ambiente de negócios tornaram fundamental a criação de um programa capaz de criar condições para o monitoramento continuo da concorrência e do mercado visando antecipar ações, oportunidades e saber se há risco de novos entrantes (5 forças competitivas). Além do mais, se faz necessário também antever decisões de órgãos públicos que tenham relação com o negócio e gerar cenários aptos à análise de competitividade no intuito de subsidiar processos decisórios. Além disso, a prospecção sistemática de novas tecnologias, bem como melhores práticas e processos também deverão entrar no escopo dessa função que cumpre papel substancial nas políticas de inovação, tão importante nos dias atuais para gerar percepção de valor, baseado em atributos como utilidade única e satisfação dos clientes e consumidores.
🚨Leia também🚨




Comentários