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Por que Inteligência de Mercado não se resume no comportamento do consumidor?

bragaluis855
28 de ago.
3 min de leitura

O aumento na oferta por concorrentes e excesso de canais de distribuição tornou não apenas importante, mas fundamental a segmentação do mercado com base em necessidades e perfis de consumo específicos aos quais a empresa poderá atender. Contudo, isso exige informação. Ocorre que diferente do que os gurus da internet fazem parecer, não é dever do empreendedor criar segmentos e impor necessidades, mas sim identificá-los através de dados demográficos, estilos de vida e comportamento de uso a fim de determinar fatores como rentabilidade e atratividade.


Tudo isso é necessário na hora de criar estratégias de posicionamento e propostas de valor baseadas em características individuais do público alvo. Contudo, segmentos não são fixos, e se deixarmos de acompanhá-los, junto ao monitoramento de concorrentes e fornecedores, além dos possíveis desdobramentos conjunturais ao longo do tempo, facilmente poderemos ser surpreendidos por produtos ou serviços dando prejuízo se comparados às estimativas de faturamento mensal do negócio, demandando projeção de canários financeiros e análise de conjuntura.


Menção honrosa aqui ao marketing político - ora em voga devido as eleições de 2026 - visto que tão importante quanto reunir dados a fim de adequar sua imagem e discurso às características do público, é fundamental se atentar também para as regras que o TSE (tribunal superior eleitoral) impõe visando evitar penalidades, inclusive cassação de mandatos. O problema é que tem candidato que não faz nem uma coisa, nem outra, considerando que por onde você vai ou navega na web, ainda vê gente com blábláblá ultrapassado. O fato é que além disso não conquistar o eleitor, ainda pode gerar impasses com a justiça eleitoral, jogando os esforços de campanha no lixo.


Assim, a exemplo do mercado político, apenas prospectar dados acerca de clientes a fim de atender suas necessidades não basta, e o empresário deverá atentar-se também para as tendências e circunstâncias do ambiente externo visando antever mudanças de potencial impacto no empreendimento, bem como para fornecedores com boas condições de pagamento, prazos de entrega e venda visando conseguir oferecer preços mais competitivos ou aumentar a margem de lucro. É fundamental ainda a identificação dos principais concorrentes no que tange por exemplo, prazos e descontos praticados, garantias e qualidade dos serviços e dos atendimentos prestados no intuito de melhor se posicionar frente a eles.


Por fim, é importante ter em mente que o planejamento de marketing precisa estar integrado aos demais, visto que essa estratégia precisará cumprir com as expectativas de venda previstas. Por isso, processos deverão ser continuamente otimizados e despesas e custos, reduzidos. Ademais, impostos, salários e encargos sociais precisarão ser cobertos por preços específicos cujo cliente estará disposto a pagar, e isso vai muito além de meras campanhas promocionais baseadas na antecipação dos desejos do consumidor, exigindo estratégias de precificação fundamentadas sobretudo na entrega de valor. Enfim, na próxima semana falarei de inovação, dando mais dicas de ferramentas estratégicas de análise de Inteligência. Aguarde😉


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