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Como planejar a prevenção de perdas no varejo da forma correta?

bragaluis855
24 de jun.
3 min de leitura

Poucas pessoas pensam em segurança antes de definir um ponto comercial, partindo logo para o plano de negócios. Contudo, auferir lucros onde há um enorme potencial de perdas é inútil, devendo o empresário se antecipar por intermédio de análise e gestão de riscos e crises. Não obstante, antes de tudo ele deverá ter pleno conhecimento do ambiente que atua a fim de identificar ameaças e oportunidades, bem como adversários e parceiros visando antever a evolução da conjuntura presente através de Inteligência Empresarial.


As normas da série ISO 31.000 e ISO 22.301 voltadas respectivamente a processos de gestão de riscos e continuidade de negócios auxiliam no sentido de permitir a redução das incertezas por meio da identificação de fatores de risco e criação de controles que visem interromper cadeias de eventos que culminarão na concretização de perigos, além de possibilitar a definição de planos para minimizar impactos e recuperar atividades após infortúnios. Vale conferir! Em todo caso, as decisões de segurança demandarão informações acertadas.


Nesse sentido, tais informações deverão partir do mapeamento das ações criminosas na localidade nos últimos 6 meses, especialmente atentando-se para a possibilidade de haver a atuação de quadrilhas especializadas, além dos índices de violência geral na região. Também será importante verificar a distribuição das delegacias, postos da polícia militar e demais fatores que possam influenciar a segurança do empreendimento e atendimento às ocorrências. Ademais, o layout do estabelecimento, bem como os tipos de expositores e móveis farão diferença na hora de evitar pontos cegos que favorecerão perdas por ruptura e furto.


Tudo isso será fundamental para definir os equipamentos de segurança, como etiquetas eletrônicas antifurto e câmeras de monitoramento (CFTV), que muito se beneficiarão de boas decisões em torno do layout e posicionamento de expositores, que não poderão de maneira alguma atrapalhar a visibilidade do ambiente. De qualquer forma, como há uma série de dispositivos indicados para diferentes tipos de negócios, o empreendedor deverá cuidar da boa seleção de fornecedores, terceirização de atividades de segurança (quando necessário), recrutamento e gestão de recursos humanos.


No que tange a segurança da informação, recomendo que a compra dos equipamentos e dos softwares se dê apenas através de distribuidores autorizados e que forneçam nota fiscal, considerando que o barato pode sair caro quando optamos por produtos contrabandeados, crackeados ou de baixo custo nesse quesito devido ao risco deles virem comprometidos (grampeados). Você deverá se ocupar ainda pela contratação de uma empresa ou consultoria idônea para criar e implementar suas políticas e sistemas de segurança da informação, mas não antes de fazer uma investigação preventiva em torno de suas atividades a fim de avaliar a honestidade e eficiência na prestação dos serviços.


De preferência, tal companhia ou consultor de segurança da informação deverá apenas treinar seu pessoal, sem realizar tarefas diretas. Outra dica é evitar grandes quantias de dinheiro vivo no caixa ou cofre, utilizando ao máximo o serviço bancário a fim de não atrair criminosos e altos custos com transporte de numerários, adotando estratégias para reduzir esse risco através do incentivo a pagamentos digitais, como o PIX. E por falar nisso, atente-se para deficiências nos meios de oferta de crédito, pagamentos e sobretudo, inadimplência e fraudes. Por isso, programas de compliance que abordem todas as demandas regulatórias e imposições legais ao seu tipo de atividade visando reduzir riscos de fraude, ações judiciais e perdas de reputação são fundamentais, sendo importante também a capacidade para investigar irregularidades, adotar medidas corretivas e se necessário, entregar os resultados as autoridades competentes.


Em suma, ao contrário do que a maioria das pessoas acreditam, prevenir perdas no varejo se trata muito mais do que impedir roubos e furtos, mas atuar para prevenir interferências negativas diversas capazes de causar redução de lucros nesse setor, como: produtos avariados, deficiências na gestão das compras e demora na entrega por fornecedores; falhas na administração dos estoques e até mesmo desperdícios de recursos, como agua, energia elétrica, além de gastos com manutenção de equipamentos causadas por operação errada e retrabalho devido a processos mal executados, sendo necessário visão holística do negócio.


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