top of page

Segurança eletrônica e contrainteligência: como proteção pode virar vulnerabilidade?

  • bragaluis855
  • 11 de mai.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 12 de mai.

Todas as decisões relacionadas ao sistema eletrônico de segurança precisam estar embasadas no plano de segurança e na análise de riscos, isso inclui toda a arquitetura do sistema no que tange protocolos e topologias de comunicação e redes, abrangendo inclusive, os atributos de convergência tecnológica que marcaram a área, especialmente pela utilização dos protocolos TCP/IP, ou links dedicados para conectar equipamentos remotos (como celulares), hoje tão oferecidos a esmo por vendedores de câmeras sem qualquer critério. Não obstante, necessidades relacionadas com fontes de energia auxiliares e principais a fim de evitar o interrompimento do sistema em casos de falha da rede elétrica, também fazem parte desse processo.


Dessa forma, é importante ter uma mente que a convergência tecnológica não apenas viabilizou a integração de sistemas por intermédio de infraestruturas comuns, possibilitando o surgimento de tecnologias como o Physical Security Information Management (PSIM), como também permitiu que sistemas diferentes usassem os mesmos meios de comunicação. Sendo assim, embora esse conceito facilite a vida dos vigilantes e operadores de sistemas eletrônicos, ele também exige uma série de outros cuidados inexistentes nos sistemas analógicos e meios de comunicação via cabos metálicos ou ópticos, considerando que é muito difícil garantir a segurança de sistemas de comunicação, especialmente remota (sem fio), apesar dos recursos de criptografia hoje disponíveis, exigindo um estudo adequado voltado a um projeto minucioso de acordo com as necessidades de cada cliente.


Logo, hoje existem diversas formas de realizar o monitoramento remoto de sistemas de segurança, indo dos mais antiquados e baratos que podem envolver linhas telefônicas comutadas ou privativas, até os mais sofisticados que abrangem GPRS (redes de dados de celular), IP (protocolo de internet) e até comunicação satelitial, contudo, todas essas tecnologias possuem custos, prós e contras, além de vulnerabilidades que podem envolver sabotagem por corte, interferência e até mesmo interceptação, exigindo análise de riscos visando escolhas pautadas em custo-benefício. Além disso, é fundamental atentar-se para os pormenores exigidos aos sistemas eletrônicos de segurança no que se refere às suas fontes de energia, que precisam ser redundantes e separados para uso exclusivo, conforme orienta a NBR 5410 (ABNT 2004a), pois isso garante a operacionalidade dos sistemas sob qualquer circunstâncias.


De qualquer maneira, a topologia básica dos sistemas eletrônicos gira em torno de fontes de energia ligando sensores e painéis associados a centrais de monitoramento, havendo diferenças em relação aos tipos de tecnologia empregada a depender da natureza do recurso (alarmes, controles de acesso, câmeras, etc). No geral, a comunicação se dá através de meios físicos com cabos metálicos e ópticos, radiofrequência ou sem fio por faixas industriais, cientifica e médica (ISM), além do já mencionado general packet radio service (GPRS), havendo discrepâncias também no que tange os muitos protocolos e topologias de rede de comunicação. Enfim, ter conhecimento sobre esses conceitos permite a antecipação de problemas e a identificação de vulnerabilidades nos projetos de segurança eletrônica visando estabelecer estruturas de mitigação de riscos.


Portanto, embora abordar esse tema de uma forma detalhada e técnica seja praticamente impossível dada a finalidade deste espaço, o essencial aqui é alertar acerca da importância da consultoria especializada em contrainteligência, pois nessa esfera, muita coisa que é considerada "segurança" pode ser facilmente convertida em vulnerabilidade. A propósito, não faz muito tempo que surgiu uma onda de reportagens sobre o uso de jammers para bloquear travas de portas de veículos. Imagine ter uma câmera instalada na sua sala hackeada ou qualquer outro controle de acesso da sua empresa burlado por funcionários mal-intencionados ou criminosos. Assim, as vezes é até preferível voltar às formas primitivas de proteção caso não seja possível adotar as tecnologias mais recentes de modo adequado. É necessário destacar também que esse serviço é regulado pela legislação de segurança privada e os responsáveis pelo projeto precisam apresentar CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia).


Leia também para completar o assunto:




 
 
 

Comentários


bottom of page