Entenda a importância da informação para a segurança física.
Atualizado: 5 de ago.
Planejar a segurança física de um ambiente é igual jogar as versões antigas do Rainbow six: você precisa prever o que poderá encontrar ou acontecer em cada área da instalação que irá operar a fim de melhor decidir acerca de procedimentos e recursos. Algumas instalações poderão exigir controle de acesso com detector de metais, biometria ou meios redundantes, outras exigirão revista ou vigilância eletrônica ou humana portando armas letais ou não letais como teser ou espargidor de agente químico a fim de dissuadir. Tudo dependerá das ameaças identificadas, grau dos riscos, ativos a proteger, além das atividades executadas no lugar.
Lembrando que a segurança não pode atrapalhar a livre marcha do empreendimento, então constrangimento, número de pessoas e até circulação de ar deverá ser considerado na hora de decidir a respeito de meios que possam porventura, causar efeitos colaterais para o negócio ou incolumidade das pessoas. Ocorre que apenas isso não basta se não estiver acompanhado de conscientização a respeito de assédio, fraudes e outras irregularidades com estímulos à denúncias que demandarão processos investigativos visando punir e quiçá, até recuperar ativos desviados.
Porém, muitos funcionários têm medo de delatar por acharem que sofrerão represália ou serão demitidos, fazendo da cultura de segurança, um fator essencial. Há ressalvas no entanto, quanto às plataformas destinadas ao recebimento dessas denúncias, que deverão ser independentes e garantir anonimato e sigilo absoluto dos denunciantes de acordo com a natureza da situação, sendo essa a melhor forma de identificar fraudes, irregularidades, crimes, problemas e conflitos no seu nascedouro antes que cresçam e se tornem crises sem precedentes.
Assim, por trás de toda segurança tem muita... mas MUITA informação, que poderá vir de diversas fontes, sejam internas ou externas, como relatórios de auditoria, insights de gerentes, informe de colaboradores e indicadores fornecidos inclusive em tempo real pelos sistemas integrados de segurança que guardam relatórios de ocorrências e fornecem informações como entrada, permanência e saída de pessoas, veículos e objetos das instalações. Também é necessário a reunião de dados a respeito das circunstâncias das imediações à empresa, concorrentes, agentes do crime, conjuntura nacional e internacional com potencial de impacto na proteção do patrimônio, e assim por diante.
Em outras palavras, não há segurança sem Inteligência, e por isso, também de nada vale esse mar de informações sem análise, integração e interpretação apta para a utilização dos planejadores durante a confecção ou monitoramento de cenários prospectivos de crime e violência visando melhor preparar a corporação para as ameaças e oportunidades futuras. Contudo, quando digo oportunidades para a segurança física (pouco observado pelos setores de inteligência), me refiro à possibilidade de alianças estratégicas com outras empresas, parcerias para intercâmbio de informações com órgãos de segurança pública ou ações sociais que fomentem mudanças positivas nos arredores da organização, e até inovações tecnológicas para o setor com potencial de aliar redução de custos e eficiência.
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