Você dá a devida atenção ao risco de incêndio na sua casa ou empreendimento?
Cuidar da segurança da sua residência bem como da sua família por intermédio de um bom plano de segurança familiar e residencial é fundamental e eu já orientei acerca dos processos básicos para a confecção de uma matriz de riscos que aborde esse assunto de uma forma acessível. Contudo, ainda não comentei sobre uma categoria de risco que ceifa famílias inteiras ou destrói o ganha-pão de muitos: os incêndios. Aliás, os acidentes domésticos ou de trabalho, além das enfermidades, entram no mesmo patamar e serão tema de uma postagem futura.
Em todo caso, embora esse tema careça de orientação por parte de técnicos e engenheiros de segurança do trabalho com especialização no tema. É perfeitamente possível adotar medidas que previnam as principais causas de incêndio acidental, como evitar sobrecarregar instalações elétricas; não armazenar lixo, líquidos inflamáveis de forma irregular ou gás de cozinha em locais fechados, bem como manter fósforo, velas e álcool longe de crianças e pessoas vulneráveis, como portadores de necessidades especiais.
Não obstante, manter uma brigada de incêndio apta a intervir imediatamente, além de garantir a desobstrução de extintores, hidrantes e saídas de emergência é de suma importância, sobretudo para as empresas, que deverão seguir as diretrizes da NR-23 e comunicar imediatamente ao corpo de bombeiros, focos que não possam ser combatidos por meio dos recursos da companhia. Nesse sentido, é necessário não apenas possuir equipamentos, mas acima de tudo, saber utilizá-los e agir perante situações de perigo.
Por fim, é fundamental também atentar-se para causas naturais e intencionais, como raios e ações de sabotagem ou terrorismo, que deverão contar com medidas especificas de contrainteligência e projeto de prevenção e combate a incêndio (PPCI) e sistema de alarme e detecção de Incêndio (SDAI ) aprovado pelo corpo de bombeiros de acordo com as normas especificas de cada Estado. Seguradoras no entanto, poderão exigir ainda, a aderência a normas internacionais mais rígidas para oferecer cobertura sobre o patrimônio da apólice.
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