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Saindo do clichê: a lógica da segurança residencial inteligente (parte 1).

  • bragaluis855
  • há 24 horas
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 horas

Costumo dizer que não há receita de bolo quando o assunto é segurança, pois cada caso é único no que tange o contexto dos indivíduos. Por isso, planejar sua segurança residencial exige o levantamento das informações acerca da natureza do seu trabalho bem como dos demais moradores, além da personalidade de cada um e o entorno social ao domicílio visando identificar os perigos aos quais os membros da família estão expostos e que poderão comprometer a proteção do lar, sem deixar de se atentar para as condições de operacionalidade das forças de segurança pública locais tendo em conta a capacidade de atendimento a chamados.


Dessa forma, diferente do que muitos imaginam, esse diagnostico não abrange apenas a estrutura da casa, mas principalmente as particularidades dos moradores dela. Outro erro bastante comum ao se planejar a segurança residencial, é partir para a identificação dos "pontos vulneráveis" sem que se tenha levantado dados a respeito das AMEAÇAS, considerando que risco, de um modo geral, não é nada mais, nada menos do que a possibilidade de uma ameaça explorar uma VULNERABILIDADE e causar DANOS ou PERDAS de ATIVOS (qualquer coisa de valor, sejam objetos ou pessoas).


Assim, o plano de segurança residencial deve ter essa característica pois estilos de vida diferentes atraem distintos tipos de ameaças. Imagine morar com um policial que corre risco constante de sofrer atendados à vida perpetrados por facções criminosas, ou um influenciador digital ou político que pode ser vítima de agressão por alguma fonte de antagonismo. Suponhamos ainda que algum familiar tenha um ex parceiro ciumento que poderá se valer das vulnerabilidades digitais da casa para obter informações comprometedoras. Tudo isso impactará na escolha dos expedientes tecnológicos e desenvolvimento das políticas voltadas a formulação das estratégias preventivas, reativas e corretivas.


Portanto, é importante listar todos os riscos que afetam a residência no PRESENTE, bem como tentar antever aqueles que poderão afetá-la no FUTURO, decidindo o que fazer para enfrentá-los, seja por intermédio de artifícios amadores ou assistência profissional. É necessário definir também um limite orçamentário, levando em consideração que segurança é de acordo com o risco que se corre e você não deve investir valores desproporcionais à situação real. Ensaiar e fazer simulações do esquema traçado para cada possibilidade é recomendável, além de ser de suma importância o estabelecimento de um COMITÊ DE GESTÃO DE CRISES com parentes de confiança para circunstâncias graves, como extorsões mediante sequestro e desastres naturais.


Para finalizar o assunto, a depender do contexto conjuntural e grau de risco, é fundamental que esse processo seja realizado por profissional de segurança, tendo em conta a necessidade de construção de cenários prospectivos complexos orientados a decisões de segurança, bem como análise e controle periódico dos riscos visando adaptar os recursos de proteção às mudanças do ambiente externo e também interno, pois ninguém está isento de alterações em contextos familiares, como a inclusão de uma criança ou idoso que demande cuidados especiais ou mesmo pessoa sob ameaça.


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