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Por que antecipar e fiscalizar a ocupação de áreas de risco é tão importante para prevenir desastres?

  • bragaluis855
  • 24 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 28 de fev.

Toda vez que há alertas de chuva intensa onde eu moro, me pergunto se a população que reside em áreas de risco e estão sujeitas a inundações já foram devidamente cientificadas acerca de como proceder nos casos onde a régua fixada nos rios monitorados pela defesa civil atingiram níveis críticos. Digo isso pois sempre que recebemos sinais de alerta no celular, é um alvoroço no bairro inteiro e algumas pessoas entram em pânico, muitas vezes saindo de casa e se arriscando indevidamente na agua suja das ruas.


Nesse sentido, no que tange desastres naturais, o treinamento e a conscientização voltados para populações suscetíveis é fator crítico de sucesso em sistemas de alerta e alarme, porém essa é apenas uma das muitas ações que devem ser realizadas em períodos de normalidade. Isso ocorre pois em muitos municípios há assentamentos urbanos em locais onde não deveria haver, como elevações (morros) e margens de corpos d'água (rios, lagos e lagoas), sendo que muitos são autorizados pelo próprio poder público.


Assim, é fundamental que ocorram estudos voltados para antecipar legislações municipais que tratem do uso e ocupação do solo, além da fiscalização adequada a respeito do cumprimento da legislação ambiental, tendo em vista que muitas aéreas de preservação permanente (APPs) abrangem também locais de riscos, como margens de rio, encostas e topos de morros, propícios a inundações e escorregamentos.


A título de exemplo, algumas cidades costumam construir parques e complexos poliesportivos em certos lugares a fim de evitar a ocupação desses ambientes considerados de risco. Essa já se mostrou uma opção viável ao monitoramento ou a fiscalização continua desses espaços por meio da elevação de prédios públicos destinados ao uso comum ou especial do povo visando impedir a construção de residências.


Em suma, a antecipação é tão importante pois ela evita custos de toda espécie, sobretudo orientados para mitigar riscos e realocar famílias que na maioria esmagadora das vezes, não podem cobrir as despesas de uma nova residência. Todavia, a desocupação desses locais continua sendo a melhor alternativa nos casos onde não há possibilidade de intervenção eficaz relacionada à resistência do cenário, que pode ser reforçado através de obras públicas.


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