Poder público VS população indisciplinada e desonesta: desastre antrópico.
- bragaluis855
- 11 de fev.
- 2 min de leitura
Todo desastre natural, independente do seu nível, é sempre o RESULTADO de um evento adverso em um cenário vulnerável, sendo de conhecimento geral da população, o papel da União, bem como dos Estados e dos Municípios nas atividades integradas orientadas para o preparo do espaço urbano e as ações do ciclo de proteção e defesa civil. Nesse sentido, o povo nunca demora para criticar ou cobrar por soluções toda vez que o pior acontece, sem muitas vezes, conhecer a importância da sua contribuição.
Isso ocorre pois é bastante comum associarmos esse tema apenas com eventos de origem natural ou mesmo técnica, como tempestades, vendavais, incêndios, desabamentos e falhas de infraestrutura, ou seja, riscos que podem ser abordados por meio do aumento da resistência dos cenários através de obras estruturantes e fiscalização de construções, por exemplo.
Por outro lado, os desastres antrópicos se derivam das ações humanas predatórias, bem como da nossa interferência no meio ambiente. Aqui podemos citar o desmatamento ou a agricultura irregular que pode causar erosão do solo ou perda de fertilidade, além do acúmulo de entulho e lixo em bueiros e galerias, capazes de provocar inundações e escorregamentos.
Outro fator que merece atenção redobrada é a ocupação de locais de risco, como áreas com declividade acentuada ou margens de curso d'água, propensos a expor moradores a riscos de alagamento e deslizamento de terra. Isso demanda ações de conscientização e políticas orientadas para evitar a ocupação (e também desocupar) ou mesmo mitigar o risco para as famílias de baixo poder aquisitivos que são obrigadas a conviver com ele diariamente.
Em suma, grande parte do resultado dos eventos climáticos extremos derivam-se das más condutas do homem que castigam o meio ambiente. Essas ações podem causar consequências graves diversas além das comentadas anteriormente, como chuvas ácidas e erosões costeiras provocadas pela urbanização das praias e emissão de gases poluentes, demandando conscientização da sociedade e fiscalização por parte do poder público a fim de garantir a conformidade, especialmente das empresas e comércios locais.




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