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A Inteligência é o apanágio dos nobres por um bom motivo.

bragaluis855
27 de jul.
2 min de leitura

Atualizado: 28 de jul.

O povo tem dificuldade com meio termo, mas eu fui claro em relação a postagem passada: a abordagem em questão, é a de riscos. Assim, não é porque você descobriu que o seu príncipe encantado tem passagem pela lei maria da penha ou históricos subnotificados de violência doméstica que deverá largá-lo, mas sim tomar as devidas precauções. Embora no caso acima, eu classificaria o indivíduo como sendo de alto risco. Leia as postagens anteriores: Por que checar antecedentes não basta para evitar violência contra a mulher? Aprenda a produzir conhecimento (Parte 1 e Parte 2).


A título de ilustração, fica assim: tem histórico criminal ou mandado de prisão confirmado por órgãos oficiais (alto risco - evitar); possui histórico confirmado por fontes confiáveis ou mesmo emite fortes sinais de perfil agressor (risco médio - entrar na relação tomando as devidas precauções); a pessoa não atende a nenhuma das condições anteriores (risco baixo - entregar-se à relação). Contudo, os critérios e o peso atribuído aos elementos obtidos durante o trabalho vai da pessoa. Além disso, será necessário produzir mais conhecimento ou incluir aos elementos essenciais, a necessidade de orientação a respeito de medidas preventivas caso a pessoa não esteja familiarizada com o assunto.


Dessa forma, essa é só uma sugestão. Eu dei a ferramenta, como o usuário irá utilizar, é livre. Inclusive, isso também vai do repertório e da bagagem pessoal de cada um... você pode até acrescentar técnicas de auxílio a interpretação que conheça, como impactos cruzados, brainstorming e o método delphi ao utilizar parecer de especialistas. Leia sobre isso: Xô incerteza! Método delphi adaptado ao princípio da oportunidade. Também poderá se valer de conhecimentos prévios de tecnologia da informação, tanto voltados à coleta quanto análise.


Em todo caso, por mais que minha origem fosse a atividade de Inteligência, eu nunca me atrevi a produzir relints (relatórios de inteligência) na época que trabalhei como investigador privado e oferecia serviços de investigação "pré-nupcial", pois é necessário certa vivência com áreas afins a essa função para tirar proveito desse conhecimento. Por isso, seguia a risca o formato de relatório final de investigação contendo a ordem lógica dos fatos e cadeia de evidências, bem como as indagações comprovadas durante o trabalho.


Por fim, apesar disso, eu tirava conclusões e fazia recomendações ao cliente a depender do caso. As vezes orientava em torno das capacidades e prováveis linhas de ação do alvo caso houvesse algum risco, fazendo recomendações de segurança ou abordagem jurídica à situações hipotéticas recorrendo aos aconselhamentos fornecidos por advogados que tínhamos contato. Em outras palavras, a pessoa saia do meu escritório totalmente informada com um relatório de investigação particular e um relint informal (oral) em torno do problema. Saiba mais sobre o serviço de Inteligência digital que a Segat oferece clicando aqui: SOLUÇÕES | Segat Inteligencia.


 
 
 

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