É fácil tocar um negócio quando tudo vai bem, difícil é mantê-lo de pé na hora da crise.
Tem mais empresas e comércios fechando por falta de boa gestão do que por cenário econômico desfavorável. Ocorre que sobrevive hoje apenas as corporações que no passado, conseguiram antever o presente, e especialmente as mudanças no comportamento do consumidor que as tecnologias disruptivas causariam. Posso citar o smartphone, a internet, o e-commerce e as mídias sociais. A propósito, acho que o impacto do tarifaço dos Estados Unidos seria bem menor caso as empresas tivessem se preparado desde cedo para a necessidade de diversificar suas exportações visando reduzir os riscos oriundos da dependência extrema de um único país.
Não obstante, em relação a recuperação judicial das Casas Bahia, não tiro a responsabilidade da influência das altas taxas de juros e da restrição de crédito no consumo (mudanças que inclusive também poderiam ser antecipadas), mas o comércio eletrônico dessa loja sempre foi muito ruim… ao ponto de você precisar rezar para conseguir finalizar uma compra, sinalizando que nunca se importaram com isso. Contudo, além disso, atualmente se pode trazer de fora qualquer eletrônico a preços mais competitivos, porém com menor confiança, oportunidade que poderia ser amplamente explorada por negócios no mesmo modelo.
Em todo caso, antes de se aventurar em um empreendimento, algumas análises podem reduzir muito os riscos para qualquer empreendedor. Isso ocorre pois estudar o mercado possibilita mais segurança nas ações por intermédio do entendimento claro a respeito do posicionamento do negócio frente a concorrentes com tecnologia ou know how considerável, possibilitando a identificação de fornecedores com condições mais vantajosas, bem como informações acerca das nuances do segmento escolhido, devendo isso se tornar uma prática constante a fim de evitar que a corporação seja surpreendida por não conseguir interpretar corretamente o ambiente na qual ela está inserida, além das mudanças que poderão ocorrer e que ela deverá se preparar.
Por fim, uma ferramenta de estratégia empresarial de baixo custo aplicável por empreendedores de qualquer porte é a análise SWOT (Forças, Fraquezas, Ameaças e Oportunidades), considerando que ela permite uma visão abrangente em relação aos pontos fracos e fortes da corporação, permitindo a superação de ameaças e exploração de oportunidades de negócios de forma dinâmica orientada a criação de estratégias aptas a sobrevivência a qualquer cenário. Assim, o fato é que tocar um negócio quando tudo vai bem é muito fácil, difícil é mantê-lo de pé na hora da crise😉




Comentários