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Saindo do clichê: a lógica da segurança residencial inteligente (parte 3).

  • bragaluis855
  • 27 de mai.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de mai.

O Brasileiro é preguiçoso demais quando o tema é segurança por isso sempre se dá mal na hora de decidir seus recursos. Querem dicas, não fundamentos. Porém, saber como algo funciona é mais importante do que ter uma caixa enorme de ferramentas caras, descontextualizadas e muitas vezes, inúteis. Eu não preciso mandar alguém instalar um portão de garagem automático, ou uma eclusa, se eu já orientei acerca da importância da proteção por camadas, círculos concêntricos e CPTED (Crime Prevention Through Environmental Design). É só lembrar que é válido, tudo que imponha dificuldades ou atrase a ação do marginal.


Em contrapartida, também não é interessante adotar qualquer sistema eletrônico que seja, sem se atentar para questões de especificação técnica, manutenção e atualização. Por isso, segurança eletrônica traz consigo uma categoria de risco diferente que deve ser considerada, podendo ser muitas vezes substituída por estratégias, visto que animais como cães e gansos funcionam tão bem como sistemas de alarme quanto vizinhos desocupados como monitoramento eletrônico. Logo, comportamentos seguros associados com designs ambientais que favoreçam fatores como senso de propriedade e visibilidade, podem fazer toda a diferença e economizar fortunas com parafernálias.


Nesse sentido, nas postagens anteriores, instruímos acerca dos fundamentos básicos para a criação de uma matriz de riscos simplificada visando a elaboração de um plano de segurança residencial. Dessa vez, o objetivo será propor estratégias para se lidar com os perigos mais comuns do dia a dia relacionados com segurança residencial. Assim, chamo atenção para os cuidados em relação a importância da manutenção da mutua cooperação de vigilância entre os moradores de uma localidade, especialmente no que tange assistência para casos excepcionais como viagens e longos períodos longe de casa. A boa notícia é que qualquer pessoa pode fazer isso através da adoção de uma política de boa vizinhança, onde os vizinhos cuidam da segurança um dos outros.


Outro procedimento importante está na contratação de funcionários, especialmente empregados domésticos, que devem ser de absoluta confiança, exigindo investigação social profunda haja vista todos os casos de invasões à residência facilitadas por serviçais. Ademais, eles não devem ter acesso a informações sensíveis ou instalações onde possa haver valores. Deve ser proibido também, que funcionários ou qualquer que seja o membro da sua família compartilhe informações em relação à rotina, objetos de valor, armas ou joias que você possua em casa a fim de evitar despertar interesses indesejados. Lembre-se também que a rotina é a maior inimiga da segurança, por isso, quando não for possível alterar hábitos, como itinerários, chegada e saída de casa, reforce a atenção nesses momentos.


Por fim, pessoas que moram em edifícios ou condomínios precisam tomar medidas de segurança extra para evitar que indivíduos desautorizados subam até seu apartamento, instruindo o porteiro previamente sobre isso. Além do mais, é necessário meios alternativos para o recebimento de entregas sem que seja necessário permitir à entrada. Em suma, é fundamental esclarecer novamente que todo caso é único e demanda medidas especificas com base em riscos identificados previamente na análise dos índices criminais da sua região. Entretanto, todas as providências devem obedecer fundamentos básicos de prevenção situacional, podendo contar com a criatividade do planejador.


Leia as minhas postagens anteriores:


 
 
 

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