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Recomendações de contrainteligência para residências e pequenos negócios (parte 3 - segurança de RH)

  • bragaluis855
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

O foco era outro, mas nas duas postagens anteriores tive que comentar pelo menos um pouco sobre a SEGURANÇA DOS RECURSOS HUMANOS considerando a importância que esse tema tem para a salvaguarda de dados e conhecimentos sigilosos. Isso se deve ao fato de que na ponta de todos os processos, temos pessoas. Além do mais, a base da gestão de riscos integrada está quase que totalmente nas mãos dos administradores dos seus sistemas. Em outras palavras, a confiança é a pedra angular da segurança empresarial moderna e também da residencial se levarmos em conta todos os casos de espionagem e crimes diversos facilitados por empregados domésticos. Contudo, reforço que cada caso é único e que as recomendações aqui escritas são gerais, devendo o leitor adaptá-las para a própria realidade e perfil de ameaça e risco.


Nesse sentido, essa disciplina de risco no ponto de vista da CONTRAINTELIGÊNCIA tem como principal intuito assegurar comportamentos adequados a proteção da companhia contra atividades danosas ou contrárias aos seus interesses facilitadas por funcionários. Assim, pode abranger a depender das ameaças enfrentados pela empresa, medidas de proteção física e controle de recursos humanos sensíveis, como já foi mencionado nos posts anteriores. Ademais, também cabe a segurança do pessoal, zelar pela proteção dos profissionais de Inteligência em campo que exijam tais medidas por conta da natureza de suas funções, missões ou operações; um destaque para as ações de infiltração/entrada, recrutamento operacional e vigilância.


Em todo caso, esse processo também intenta evitar o vazamentos de conhecimentos sigilosos e espionagem industrial (indispensável ao programa de proteção do conhecimento) além de furto de materiais críticos e ataques contra funcionários importantes. Não obstante, também cabe a essa função, prevenir a cooptação de funcionários da companhia por concorrentes e integrantes do crime organizado, bem como investigar indícios de envolvimento de colaboradores com adversários e facções criminosas, fator substancial para a sobrevivência de muitos negócios atuais no que tange a pressão internacional sobre as principais ORCRINS brasileiras. Assim, como se pode notar, é uma atividade que, em certos casos, deve ser integrada com outras funções de segurança orgânica ou terceirizada, como escolta armada e segurança pessoal.


No que se refere a segurança residencial, é fundamental checar antecedentes de funcionários e empregados domésticos, e se possível, contratar uma investigação social. Outro procedimento importante é se atentar para mudanças de comportamento e aumento suspeito de patrimônio incompatível com o salário, apurando os motivos a fim de não ser surpreendido por furtos, fraudes, facilitação a invasões e colaboração com criminosos. Ademais, é necessário manter um arquivo de ex-funcionários, principalmente daqueles aos quais você ou alguém da sua família tenham tido algum tipo de conflito no passado, resultando em demissão; em caso de ameaça, vazamento de informações ou algo mais grave, como sequestros e invasões a sua residência, verifique se eles não estão envolvidos.


Assim, a segurança no processo seletivo visa por meio de investigação social, checagem de antecedentes criminais e testes de integridade, mitigar o risco de que o potencial colaborador comprometa de forma negativa, a segurança da empresa, condomínio ou residência. Por outro lado, a segurança no desempenho das funções realiza medidas ininterruptas desde a contratação até o desligamento do funcionário, incluindo o devido credenciamento de acordo com o grau de sigilo que o colaborador poderá ter acesso na companhia até a educação de segurança para novos trabalhadores e empregados. Essa medida deve abordar o estabelecimento de penalidades em caso de descumprimento das normas e manter sinalizações de advertência espalhadas pelo ambiente da empresa, inclusive o digital. Obs: Todas essas atividades devem estar alicerçadas no PRINCÍPIO DA NECESSIDADE DE CONHECER, ou seja, independente do credenciamento, cada pessoa só poderá ter acesso a informações essenciais ao desempenho de suas funções.


No entanto, a segurança no desligamento é um procedimento mais sensível, pois ela visa o levantamento de indícios de riscos de atos contrários aos interesses da empresa e colaboração do ex-funcionário com criminosos e concorrentes tendo em conta o grau de sigilo que o mesmo tinha acesso. Sobre isso, é bem comum que ex colaboradores detentores de informações sensíveis peçam demissão após serem aliciados por concorrentes interessados em segredos e até mesmo competências não mapeadas, porém, geradoras de vantagem competitiva. Leia sobre gestão do conhecimento e sua importância para a contrainteligência aqui: Entenda a relação entre gestão do conhecimento e Inteligência empresarial


Por fim, é fundamental que seja realizada uma entrevista visando entender a percepção do funcionário demitido, especialmente se não há rancor que possa motivar atos futuros de vingança. Além disso, deve-se reforçar as medidas de segurança pós-desligamento, como termos de confidencialidade. Ainda assim, a depender do nível de credenciamento do indivíduo e risco identificado, pode ser necessário mantê-lo sob vigilância por intermédio de operações de inteligência por um tempo de acordo com o seu grau de criticidade ou sensibilidade para a instituição.


🚨Leia as postagens anteriores🚨



 
 
 

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