Por que o esse "hype tecnológico" pode ser perigoso para os negócios?
Gestão de riscos não é o que a maioria das pessoas pensam, pois esse processo exige investigar os efeitos das incertezas em todos os objetivos de um negócio, instituição ou mesmo indivíduo. Faço referência aqui ao uso da Inteligência Artificial que, embora crie uma série de oportunidades no que tange a substituição humana por agentes autônomos, aprendizado de máquina e automatização de tarefas, também gera outros riscos novos que giram em torno de cibersegurança e potencias problemas de responsabilidade empresarial.
O fato é que digitalização em massa, tecnologia e aumento de tráfego de dados sensíveis em redes é uma faca de dois gumes, visto que a velocidade traz como custo, a necessidade de vultosos investimentos em segurança, inclusive com o cumprimento de requisitos legais de exploração do ciberespaço. Nesse sentido, nem tudo é festa quando o assunto são iniciativas inovadoras de transformação em TI (tecnologia da informação), pois as ameaças digitais devem ser uma preocupação estratégica se levarmos em consideração que elas afetam operações críticas e centrais para uma companhia.
A propósito, só vi gente elogiando "chip implantado na bola" durante a transmissão da copa, mas ninguém comentando sobre o maior impacto da tecnologia na copa do mundo FIFA 2026: a extinção das barreiras geográficas potencializada pela comunicação digital. Graças a ela, hoje não há mais "país do futebol", pois a cultura do esporte se espalhou pelos países a fora permitindo surpresas vindas de seleções estreantes e eliminação de favoritos por times considerados por muitos, como fracos, como foi no caso do jogo do Paraguai contra a Alemanha. Aliás, daqui pra frente acho que o hexa vai ficar cada vez mais difícil...
Brincadeiras à parte, as corporações têm se confrontado cada vez mais com modelos de negócios muito frágeis à mudanças, alterações regulatórias e inovações disruptivas rápidas marcadas não apenas pela tecnologia, mas também pelo comportamento do consumidor globalmente conectado. Além disso, as dificuldades de sucessão, atração e retenção de talentos tornam ainda mais complexo a preservação de equipes com as competências exigidas para implementação de estratégias condizentes com esse ambiente competitivo atual que demanda solução de problemas, enfrentamento de desafios e busca de oportunidades pautadas em gestão de riscos a fim de alinhar precisão estratégica e segurança.
Em síntese, segurança é muito mais do que evitar perdas, danos e perturbações, sendo fundamental garantir que a corporação consiga se antecipar e acompanhar as transformações nacionais e internacionais, sobretudo no que tange o avanço tecnológico, bem como os potenciais riscos trazidos por ele na medida em que a empresa digitaliza seus negócios e ativos. Ademais, nessa perspectiva, atentar-se para volatilidades políticas, econômicas e especialmente mudanças legislativas a respeito do tratamento dos dados pessoais dos clientes é de suma importância para permitir estabilidade, prevenir penalidades e abalos de reputação.




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