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Por que o ambiente informacional Brasileiro atual exige cautela máxima?

  • bragaluis855
  • 11 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de mar.

O caso de Yitzhak Rabin, primeiro ministro de Israel assassinado a tiros em Tel Aviv continua sendo um estudo de caso em segurança pessoal e especialmente análise de Inteligência, tendo em vista que tudo ocorreu devido a inobservância de uma hipótese que consistia na possibilidade de um Israelense atentar contra a vida do primeiro ministro. Desde então, os métodos voltados à análise de riscos mudaram, mas a lição permaneceu inalterada.


De qualquer modo, aonde eu quero chegar com essa história? Simples, no âmbito das informações em segurança, a ausência de evidência não significa evidência de ausência. Isso acontece pois as ações nessa esfera costumam ser planejadas sob o manto da contrainteligência, isto é, escondidas ou dissimuladas. Em outras palavras, analistas são treinados não apenas para produzir conhecimento acerca de ameaças reais, mas também, potenciais.


Dessa forma, minhas postagens anteriores no Blog da Segat não se trataram de acusações, mas sim de alertas baseados na minha formação e vivência no setor de Inteligência, sobre as possibilidades de um interventor. Logo, podem ser consideradas um chamado à cautela, onde nesse período, cada informação consumida precisa ser avaliada sob uma ótica questionadora, não importando a fonte.


Assim, devemos lembrar que estamos vivenciando um contexto geopolítico sensível, onde o chefe de Estado da maior potência militar do mundo tem interesses reais na américa do sul, sobretudo no Brasil, e pode se valer de quaisquer meios para atingir seus intentos na região, sejam eles tácitos (Inteligência) ou explícitos (militares).


Diante do exposto, não gosto quando vejo ideologia política se apossando de pautas sérias de interesse de toda a sociedade, pois temas como segurança pública, defesa nacional ou direitos trabalhistas não devem ter "lado", tendo em conta que são demandas coletivas. Enfim, Governos são transitórios, mas o Brasil não, então escolha o lado certo independentemente das suas afeições partidárias.


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