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Além dos vazamentos, o que a crise do judiciário Brasileiro pode ter a ver com espionagem?

  • bragaluis855
  • 10 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de mar.

É muito fácil infiltrar espiões no Brasil. Exemplificando, os clandestinos podem entrar aqui de várias maneiras e recrutar reitores de universidades federais visando a sinalização de estudantes de destaque para ingressarem em todas as esferas do poder público via concurso. Isso inclui serviço militar, polícia, judiciário, Inteligência de Estado... Inclusive, esse recrutamento também pode acontecer por meio de viagens ao exterior ou mesmo pela web. Assim, os "infiltrados" agem espionando ou mesmo atuando como "agentes de influência" visando causar instabilidade institucional a mando do país que o controla.


Dessa forma, note como estamos discutindo a classificação de organizações criminosas como terroristas, sendo que o povo ainda tem uma ideia super equivocada a respeito do próprio conceito de "crime organizado". Aliás, acho que nem atacando a bolsa de valores ou a casa da moeda, o PCC (primeiro comando da capital) ou o CV (comando vermelho) conseguiriam causar tamanho estrago ao mercado financeiro como o Banco Master conseguiu. Se bem me lembro, em 2002 foi descoberto e neutralizado em seguida, um plano do PCC que previa ataques à bomba na Bovespa (bolsa de valores de São Paulo). Tais atentados acompanhavam uma onda de ataques que reivindicavam decisões judiciais e melhores condições para faccionados presos naquele período.


Nesse cenário, a expressão "crime organizado" é muito vaga e não se restringe ao narcotráfico, pois como criminalidade organizada podemos ter desde traficantes de drogas à hacktivistas e abusadores de menores. Assim, o escândalo causado pela ORCRIM em torno do Banco Master já é prejudicial por si só ao Brasil, e tudo que temos para minimizar a repercussão negativa desse caso, é a investigação em curso que está sendo usada no exato momento para fomentar debates políticos e linchamentos virtuais de todas as pessoas que de alguma forma estão vinculadas a ele, causando uma tremenda crise que respinga nos três poderes.


Em resumo, esses "vazamentos" têm fins puramente políticos pois provocam julgamentos precipitados por quem é leigo no assunto (maior parte da população Brasileira). Logo, a preocupação em torno da cooptação de servidores públicos por membros do crime organizado deveria se estender a jornalistas, influenciadores e demais interessados que porventura também possam estar a serviço de agências de Inteligência do exterior, trazendo à tona a importância não apenas de uma LGPD (lei geral de proteção de dados) penal, mas de uma maior atuação da contrainteligência de Estado.



 
 
 

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