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Entenda a relação entre investigação empresarial e contrainteligência

bragaluis855
8 de jul.
3 min de leitura

Segurança empresarial e nacional compartilham muitas coisas em comum, especialmente no que tange a luta acirrada para manter o equilíbrio da "balança de poder", pois enquanto os estados precisam aumentar capacidades bélicas ou fazer alianças a fim de evitar serem engolidos, as empresas precisarão expandir seus negócios de modo a equilibrar forças com competidores, sobretudo dispostos a "jogar sujo" ou infringir as regras de mercado para se darem bem. Isso é claro, sem contar com atores do crime, extremistas e opositores às suas atividades.


Não obstante, segurança pública e privada não se diferenciam tanto assim se levarmos em consideração que ainda poderemos precisar de patrulhamento policial (vigilância patrimonial) e até mesmo investigação e responsabilização por desvios de conduta, crimes e fraudes internas e externas (compliance). Ainda está descrente com todas essas coisas em comum? Então observe necessidades de segurança atendidas na esfera estatal por sistemas de monitoramento de fronteiras, proteção e defesa civil, forças armadas, Inteligência e Contrainteligência.


Note como também há segurança de infraestruturas críticas nas empresas, tendo em vista a importância da proteção de equipamentos e processos críticos vitais para o negócio, além de outros sistemas essenciais, como energia elétrica e abastecimento de gás e agua. Se isso for pouco para te convencer, então perceba como você faz a segurança das fronteiras através de uma boa proteção perimetral e controles internos robustos na sua organização, além de precisar garantir sistemas de prevenção e combate a incêndios, dano ambiental, doenças ocupacionais e acidentes de trabalho para evitar crises, emergências, penalidades e ações trabalhistas.


Em outras palavras, eu poderia ficar fazendo analogias o dia inteiro aqui, mas acho que só isso já foi suficiente para demonstrar que toda corporação é um pequeno país jogando segundo as regras da sua própria atividade, necessitando de muita informação e estratégia para garantir vantagem competitiva e equilíbrio de poder, além de segurança dos negócios, inclusive ativa (Segat), que se dá através da identificação antecipada, bem como a neutralização de ações adversas como: espionagem, sabotagem, terrorismo, desinformação e propaganda. No entanto, poucos se atentam para o fato de que essas atividades envolvem crimes tipificados e que podem ser neutralizadas através da Investigação Empresarial.


Desse modo, a empresa deverá contar com uma supervisão de Contrainteligência atuando integrada às funções de compliance capaz de interromper as atividades de pessoas e grupos que atuem em benefício de objetivos contrários aos interesses da companhia através da análise e monitoramento sistemático de opositores visando atualizar as medidas e as contramedidas aplicadas, bem como apurar denúncias relativas a vazamentos de conhecimentos sensíveis, fraudes e irregularidades diversas que estejam ocorrendo a fim de dissuadir futuras iniciativas. Portanto, ela terá três opções: estruturar uma equipe de investigadores internos, terceirizar a atividade ou mesmo designar alguém afeito a procedimentos parecidos de acordo com a realidade da empresa, que poderá demandar competências nas éreas de Tecnologia da Informação, auditoria contábil, financeira, etc.


Em todo caso, optar ou não pela estruturação de equipes de investigadores internos ou a terceirização da atividade, dependerá do grau de maturidade da atividade de Inteligência e dos processos de compliance na corporação, bem como dos riscos relativos aos conflitos de interesse entre os profissionais designados e o resultado esperado pela investigação. Sendo assim, a terceirização cairá bem quando a empresa não puder contar com profissionais com a capacitação necessária ou correr risco de parcialidade, como colaboradores acobertando a ilicitude de colegas de trabalho.


Por fim, a organização de uma equipe dedicada será fundamental quando os processos forem muito propensos e os históricos de ocorrência forem muito evidentes na companhia. Ademais, o plano de investigação empresarial deverá contar com suporte jurídico, especialmente no que tange processos de guarda e custódia de evidências, entre outras necessidades que garantam a legitimidade do procedimento.


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