Segurança em instituições financeiras: confiança acima de tudo.
- bragaluis855
- 8 de jan.
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Confesso que me senti um pouco intimidado quando tive a ideia de escrever a respeito de segurança no sistema financeiro, considerando que quando pensamos nessas entidades, só vem a mente os bancos e seus aparatos de segurança física regulados, tornando demasiadamente complexa a compreensão desse tema. Isso ocorre pois esse sistema também abrange cooperativas e sociedades de crédito, companhias hipotecárias e tantas outras instituições que exigem, especialmente, credibilidade e confiança para se manterem de pé, muito além de conformidade e segurança operacional.
Nesse sentido, dado o potencial de impacto econômico para o Brasil e elevado grau de risco patrimonial que gira em torno de ameaças diversas, como roubos, furtos, estelionatos e tantas outras fraudes, além das famigeradas "saidinhas de banco" (que fazem muita gente pensar duas vezes antes de entrar em uma agência ou acessar um caixa eletrônico), o plano de segurança física em instituições financeiras carece de aprovação pela Polícia Federal de acordo com o artigo 31 da Lei nº 14.967, de 9 de setembro de 2024 que regula a atividade no país.
Por outro lado, como já foi dito, tais entidades não se resumem às agências bancárias onde se lida com dinheiro na realização de saques e depósitos, mas a um conglomerado de companhias onde o trato da informação é crucial na geração da boa reputação necessária para venda e compra de ações e investimentos, que por vezes, acontecem sem a necessidade de dinheiro vivo. Ademais, em virtude da acirrada concorrências potencializada por fintechs e bancos digitais, os bancos tradicionais têm adotado características típicas de instituições financeiras em uma disputa marcada por crescente inovação.
Não obstante, essas corporações cumprem ainda papel substancial no combate à lavagem de dinheiro oriunda do terrorismo e do crime organizado, contando com diretrizes e obrigações no que tange a comunicação de operações suspeitas ao Banco Central, havendo cada vez mais a necessidade de apoio tecnológico apto para gerar insights a respeito de atividades que lancem dúvidas em relação à pratica criminosa. Por conta disso, processos que envolvam gestão de riscos de fraude, corrupção e segurança da informação se tornaram um fator crítico de sucesso para a manutenção da sobrevivências dessas companhias.
Em vista de todos os fatos mencionados, a sensação de segurança é o principal foco quando o assunto é segurança nas instituições financeiras dada a sensibilidade desse setor para o país e credibilidade exigida por quem irá confiar suas decisões, bem como seu próprio dinheiro à elas. Porém, isso não exclui a importância da segurança estratégica que inclua processos de Inteligência competitiva e gestão de riscos potencializados pela pressão da concorrência, bem como as mudanças conjunturais aceleradas e inovação constante no setor.




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