Qual a diferença entre gerenciamento de crises e continuidade de negócios?
- bragaluis855
- 16 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de jul. de 2025
Os ativos intangíveis ou imateriais, não podem ser protegidos apenas por meios físicos, constituem-se ainda, no fator estratégico que se reflete na marca, nos dados, nas informação e nos conhecimentos da companhia. A imagem por exemplo, se sustenta em boas práticas de governança, transparência e ralação com stakeholders. Sendo assim, um processo estruturado visando a identificação de potenciais eventos provocadores de crises institucionais se torna fundamental.
Dessa forma, entende-se por crise institucional, qualquer evento inesperado capaz de causar perdas catastróficas passiveis de provocar altos custos, fuga de clientes e considerável redução de lucro líquido, e sua acurada gestão é fundamental para manter os danos em níveis aceitáveis objetivando um rápido retorno para a rotina empresarial através do plano de continuidade de negócios.
Em outras palavras, a resiliência empresarial é composta tanto pelo plano de gerenciamento de crises voltado para a redução do impacto dos incidentes, quanto pelo plano de continuidade de negócios que objetiva o retorno à normalidade em tempo tolerável. É de suma importância enfatizar ainda, que crise policial e crise institucional são coisas diferentes, mas as equipes de vigilância patrimonial devem estar aptas para executar os procedimentos de primeira intervenção antes da chegada das forças policiais.
Por conseguinte, o gerenciamento de crises institucionais inclui a identificação de ameaças e riscos, bem como a criação e o monitoramento de cenários de descontinuidade por meio de técnicas de cenários prospectivos. Por isso, a empresa deve contar com um comitê interdisciplinar, previamente estipulado, apto para responder (gestão de crises) e elaborar estratégias de recuperação (continuidade de negócios) para casos como: crises econômicas e de imagem; crises políticas e de gestão; incêndios e catástrofes naturais; violação de dados e crimes contra o patrimônio.
Importância da auditoria de vulnerabilidades para o gerenciamento de crises.
Cada área na organização deve ser responsável pelo mapeamento de suas vulnerabilidades, as formalizando na matriz de riscos. Ademais, cabe a corporação, a formação de um comitê interdisciplinar composto por funcionários selecionados de cada departamento.
No que tange a composição do time, recomenda-se:
Porta voz
Assessoria Jurídica
Assessoria de imprensa
Gestores departamentais
Responsável pela segurança (especialmente de informações)
Em vista desses fatos, a criação e o monitoramento de cenários visando a identificação de potenciais eventos causadores de crises carece de um sistema de Inteligência Competitiva visando o escaneamento do ambiente exterior e produção de conhecimento oportuno no que tange ameaças e riscos por intermédio de sua divisão de Contrainteligência. Ademais os planos de contingência e continuidade de negócios exigem atualização e simulação periódica visando preparar os colaboradores para situações de crise, emergência e continuidade operacional. Isso ocorre devido as mudanças ambientais internas e externas que demandam adaptação, além da necessidade de preparação dos funcionários que estarão envolvidos nas ações de resposta e manutenção da operacionalidade dos processos críticos.




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