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Por que integrar análise criminal e atividades de Inteligência?

  • bragaluis855
  • 15 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de mai.

A análise criminal e a Inteligência são atividades complementares, embora em muitas agências, sejam mantidas separadas. Isso ocorre pois enquanto o analista criminal é um profundo conhecedor das dinâmicas criminais no que tange padrões e tendências da criminalidade (sobretudo por meio de métodos estatísticos), o profissional de Inteligência está inclinado a se aprofundar a respeito das pessoas responsáveis pelos crimes.


A título de exemplo, a análise criminal pode dar respostas acerca dos pontos de maior ocorrência (hot points), bem como das propriedades que estão sendo roubadas em uma localidade, por outro lado, a atividade de Inteligência pode refinar essa análise por intermédio de detalhes relativos aos ladrões: quem são; com quem vivem ou se associam; suas lideranças, entre outras minúcias. Nesse sentido, quando integrados, tais exames permitem a obtenção de um panorama detalhado do fenômeno criminal.


Contudo, é um consenso o fato de que a separação dessas duas disciplinas se deve a cultura de segurança pública e privada marcada pelo predomínio das operações de Inteligência em detrimento à análise. Uma pena! Considerando o rol de informações quantitativas imensuráveis dispostas às agências de segurança no que se refere denúncias e históricos internos de ocorrências passíveis de transformação em conhecimento de Inteligência apto para intervenções imediatas, de médio ou longo-prazo.


Vale ressaltar ainda, que no âmbito da Inteligência de Estado e Empresarial, a aproximação entre os conceitos de ciência de dados, estatística descritiva, geoprocessamento e representação gráfica de redes é muito difundida, contando com soluções gratuitas, leves para máquinas modestas e de baixo custo, como RStudio, Gephi, NetDraw, Ucinet e tantos outros softwares. Destaca-se aqui os esforços desenvolvidos pelo SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública) que promove tal conhecimento por intermédio do SINESPJC (Sistema Nacional de Estatística de Segurança Pública e Justiça Criminal), entre outras iniciativas semelhantes.


Por fim, outro empecilho é a necessidade de modificação na estrutura dos órgãos de Segurança pública, bem como departamentos de segurança orgânica ou terceirizada que desagregam essas funções desde muito tempo. Assim, embora produzam muitos dados, eles são pouco importantes na rotina das agências, muitas vezes não resultando em intervenções práticas contra o crime/violência ou alteração de protocolos, meios técnicos e humanos de segurança derivados da atualização dinâmica das matrizes de risco, demandando projetos que considerem esforços voltados a gestão de mudanças.



 
 
 

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