O que você precisa saber sobre a aplicação da IA na segurança pública e privada?
- bragaluis855
- 28 de abr.
- 2 min de leitura
Para a televisão ultimamente, não existe investimento em segurança pública ou privada decente que não envolva altíssimas doses de IA (inteligência artificial)... Beira ao ridículo a fixação nessa tecnologia pela mídia. Certamente, isso se deriva da falta de orientação da sociedade, pois é mais fácil falar o que encanta ou atemoriza o povo, do que simplesmente educá-lo. Isso me inspirou a escrever este texto a respeito do tema, e especialmente acerca dos impactos positivos e negativos dos agentes autônomos em vários campos, principalmente o da segurança, apontando os empecilhos e perspectivas futuras que esbarram em legislações e regulamentações por parte dos países.
Nesse cenário, falando de uma forma mais acessível ao leitor leigo, a Inteligência artificial nada mais é do que os esforços dos pesquisadores voltados a permitir que os computadores "pensem", possibilitando a automatização de ações antes associadas apenas ao raciocínio humano, envolvendo tomada de decisão, aprendizado e resolução de problemas, por intermédio de uma perspectiva computacional no sentido de perceber ambientes, e robótica, para manipulá-los, criando o conceito de agentes autônomos de IA.
Assim, há inúmeras aplicações positivas para essa tecnologia, podemos citar as áreas industrial e agrícola em relação ao aumento da produtividade e redução de custos com trabalhadores humanos; transporte e logística impulsionada por veículos autônomos, bem como no campo da saúde, seja através do auxílio a procedimentos cirúrgicos ou ajuda robótica a idosos e portadores de deficiência. Ademais, no campo da segurança pública e privada, a IA é muito útil no sentido de permitir o acesso e o monitoramento de ambientes arriscados e estruturas perigosas. Já é possível também, a utilização de robôs visando o desarmamento de artefatos explosivos e transporte de munições, além da ampliação da capacidade de processamento massivo de dados oriundos ainda de sistemas de monitoramento eletrônico, como alarmes e câmeras.
Por outro lado, nem tudo são flores, pois o desenvolvimento dessa tecnologia no âmbito militar ou de segurança pode gerar uma série de riscos, que vão muito além da substituição da mão de obra humana pela automação (principal temor da sociedade) pois a criação de tecnologias bélicas, aeronaves e veículos autônomos voltados ao campo militar e policial, podem por em risco os seres humanos, tendo em vista os limites da decisão computacional no que se refere a dilemas éticos, sobretudo relacionados com preconceito e empatia, levando em consideração ainda o risco dessa inovação cair em mãos erradas, como organizações criminosas e terroristas, que podem utilizá-la para práticas delituosas. Assim, tais perigos impulsionam uma série de movimentos internacionais visando frear a expansão descontrolada e desumana da IA, visando interferir no futuro da tecnologia.
Por fim, é importante ter em mente que segurança é estado de espirito, não um objeto ou algoritmo. Nesse sentido, o emprego de qualquer recurso, seja ele humano ou eletrônico visando essa finalidade, precisa se justificar no ponto de vista financeiro no que tange o valor dos ativos protegidos e a exposição deles ao risco. Por esse motivo, Segurança e Informação devem andar sempre juntas. Portanto, antes de optar por qualquer expediente, você deve no mínimo consultar os históricos de ocorrência na sua região e identificar tendências, evitando gastos com recursos inadequados para o seu perfil. Melhor dizendo, nem sempre tecnologias com IA embarcada serão aplicáveis a qualquer situação, esbarrando em questões éticas, legais e até orçamentárias.




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