O mínimo que você precisa saber sobre Segurança Hospitalar
- bragaluis855
- 19 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 20 de jan.
Sempre bati na tecla de que não existe "dica de segurança" pois cada situação, negócio, atividade ou pessoa carece de medidas especificas de acordo com as suas particularidades. Assim, quando falamos em segurança hospitalar, os crimes patrimoniais mais comuns, como roubos e furtos, podem ficar em segundo plano considerando toda a exigência a respeito de fiscalização e comprometimento com as diretrizes e as normas regulatórias exigidas às unidades de saúde. Além disso, é importante atenção especial em relação à prevenção de acidentes, erros humanos, falhas técnicas e até mesmo danos ambientais e acidentes radiológicos.
Nesse sentido, imagine por exemplo o que ocorreria em caso de falta de energia em um hospital sem sistemas de geração de energia elétrica de emergência; tente antever o impacto de uma desatenção aos protocolos e cronogramas de treinamento das equipes de manutenção e funcionários, como médicos e enfermeiros, no que tange a utilização das tecnologias médicas.
Dessa forma, um hospital necessita de uma área focada exclusivamente nas decisões de segurança, além de planos orientados para o enfrentamento de situações críticas, como falta de energia, incêndios e inundações, tendo em vista a extrema necessidade de estabilidade. Por isso, nesse ambiente a identificação de práticas e condições irregulares e inseguras se torna basilar, exigindo inclusive intercâmbio de informações com toda a comunidade de saúde a fim de antecipar problemas.
Nesse quesito, o SESMT (Serviço especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) e a CIPA (Comissão interna de prevenção de acidentes) ganham protagonismo, considerando seu papel no zelo pela integridade física e psicológica dos trabalhadores que podem comprometer o desempenho do hospital e gerar acontecimentos indesejáveis. Sobre isso, é fundamental que a segurança do trabalho vá além das suas atribuições, assessorando o departamento responsável pela gestão de segurança a respeito das medidas preventivas e corretivas para evitar ocorrências.
Por outro lado, é necessário atenção em relação a delitos como furto de medicamentos; troca de recém-nascidos; assassinato de criminosos internados; espionagem e entrada desautorizada em áreas restritas; ataques cibernéticos ou eventos de segurança da informação que comprometam a base de dados de pacientes, bem como tantas outras fraudes e crimes patrimoniais.
Logo, os profissionais de segurança, e em especial os vigilantes empregados nessa atividade, devem agir com atenção extrema no que tange a ação de delinquentes, mas também equilíbrio emocional exemplar, tendo em conta que nesse local é comum que as pessoas entrem em desespero ou demonstrem insatisfação em relação ao atendimento (que também carece de normas), sendo necessário capacitação para gerenciar os conflitos sem comprometer a imagem da instituição com atuações truculentas ou preconceituosas.
Em suma, embora a segurança voltada para a garantia do cumprimento das normas regulatórias e prevenção de acidentes esteja no centro das necessidades hospitalares, o erro humano é o principal risco nesse ambiente quando se trata da operação ou manutenção inadequada dos equipamentos médicos. Ademais, é fundamental que os profissionais de vigilância patrimonial ajam com equilíbrio emocional visando evitar que os conflitos escalem e se tornem crises.
Para complementar a leitura, leia também sobre gestão de riscos estratégicos que é de suma importância para a sobrevivência de qualquer instituição, seja pública ou privada: Gestão de riscos estratégicos: segurança no processo decisório. Acesse também: Segurança estratégica, a segurança empresarial que dá lucro.




Comentários