O mínimo que você precisa saber sobre carros blindados na segurança pessoal privada.
- bragaluis855
- 14 de jan.
- 2 min de leitura
O interesse a respeito de segurança pessoal privada aumenta na medida em que se aproxima o ano eleitoral. No Brasil tivemos um atentado em 2018 contra o até então candidato Jair Bolsonaro, e em 2024, contra Donald Trump nos Estados Unidos. Nenhum deles envolveu ataques a veículos blindados, mas não custa destrinchar esse tema que poucas pessoas dominam e é menos explorado, mas que pode fazer toda diferença na hora de listar os recursos materiais necessários para qualquer estrutura de segurança pessoal, seja pública ou privada.
Nesse sentido, eu particularmente gosto de assistir filmes e seriados de ação para identificar os erros em relação aos procedimentos reais de segurança. Curiosamente, na cena onde o personagem Buffalo da série "os donos do jogo" da Netflix, morre em uma emboscada após uma rajada de MP5 no vidro do seu carro blindado, pude notar falhas na formação dos veículos e capacitação dos "agentes de segurança". Nesse caso, se a cena tivesse ocorrido na vida real e os seguranças fossem vigilantes com CNV (Carteira Nacional do Vigilante) e curso de extensão para a atividade, todos deveriam saber direção defensiva, evasiva e ofensiva, possibilitando uma substituição no caso de morte do motorista, tendo em vista que blindagem não torna um veículo invulnerável. Logo, esse tipo de recurso não substitui a capacitação dos profissionais, tampouco o planejamento prévio da missão de proteção.
De qualquer forma, entre todas as tecnologias voltadas para a área de segurança pessoal privada, a blindagem veicular se destaca como expediente valioso para a mitigação de riscos, facilitação de procedimentos e otimização de recursos. Porém, é fundamental ter em mente que um carro blindado exige profissionalismo e treinamento especializado dada suas particularidades em relação aos carros comuns, considerando que eles podem ser mais pesados e lentos dependendo do tipo de tecnologia e nível de proteção balística utilizada, demandando perícia na realização das manobras.
Ademais, é fundamental afastar a ilusão de invulnerabilidade relacionada com o emprego de blindagens, sobretudo em carros de passeio, pois tudo depende da quantidade de energia e frequência do projétil, tendo em vista que há um limite para contenção. No Brasil, é permitido blindagem até o nível III-A para civis, que abarca uma resistência segura de em média 5 disparos por painel. No geral, essa escala suporta munições do tipo 9mm e .44 Magnum, variando entre 700 e 1400 joules. Os níveis III e IV incluem proteção para fuzis de alto calibre, como 7.62x51, .308 Winchester e 30-06, havendo necessidade de autorização especial, sendo o nível IV restrito para veículos militares e transporte de valores.
Em suma, um veículo blindado permite que os ocupantes tenham o tempo necessário para escapar com vida o mais rápido possível de um atentado a tiros, mas ele não é invulnerável e ainda carece de treinamento especifico por parte dos motoristas, considerando o impacto na dirigibilidade que varia de acordo com as tecnologias empregadas, camadas de proteção dos vidros e níveis de proteção balística que afetam o peso e podem comprometer a segurança do V.I.P (Very Important Person) em situações críticas que exijam fuga.




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