Marido ou esposa curiosa? Como ser uma padra no sapato do detetive particular que estiver te vigiando? (parte 2)
- bragaluis855
- 3 de jun.
- 4 min de leitura
Existem 3 formas de um espião comprometer seu celular. A primeira não é feita por espiões, mas sim por policiais através da quebra legal de sigilo telefônico ou telemático visando obter todo o transito de internet do alvo por intermédio do provedor de serviços, e a segunda, se dá por meio da intrusão criminosa ao dispositivo se valendo de vulnerabilidades do mesmo. A terceira forma ocorre quando o atacante se coloca entre o aparelho e a Estação Rádio Base (ERB) a fim de interceptar chamadas. A clonagem do Chip também é comum nesses casos, porém você pode mitigar esse risco através da criação de um PIN diferente daquele fornecido pela operadora.
É importante dizer que a interceptação pelo ar (ERB) demanda um equipamento móvel dentro do raio de alcance do seu dispositivo e é muito custoso, se afastando da realidade da maioria das agências. Em todo caso, há diferentes contramedidas para isso. As mais caras giram em torno de dispositivos criptografados de ponto a ponto, porém essas soluções exigem que o interlocutor utilize a mesma tecnologia ou que a sua mensagem passe por gateways. Entretanto, como Smartphones e iPhones são computadores de bolso, exigem os mesmos meios de proteção contra ataques cibernéticos, como atualizações de segurança e criptografia de rede, como VPNs. É bom frisar no entanto, que não há proteção isenta de vulnerabilidades e que boas praticas de segurança digital e das comunicações não fazem mal a ninguém. Leia esta minha postagem do médium para saber mais: Quinta da verdade: a mídia mente sobre cibercrimes.
Não obstante, o aparato de proteção exigirá ainda a necessidade de inspeções físicas ambientais complementares as varreduras eletrônicas a fim de se detectar sinais de violação, preparação para instalações ou mesmo os próprios dispositivos voltados à captura de áudio, vídeo ou localização e posicionamento via satélite no caso das inspeções veiculares. Nos casos de risco considerável, pode ser necessário além do emprego de varredura das comunicações periódica e métodos de interferência de sinais (inclusive portáteis) projetos de salas seguras orientadas sobretudo à realização de reuniões sigilosas, sendo recomendado em certos casos, testes de tensão, corrente e resistência em aparelhos e tomadas.
Curiosamente, a maior parte dos bugs ou dispositivos de espionagem são encontrados em buscas físicas, cabendo aos demais membros das equipes, identificar a presença de sinais estranhos adicionais as inspeções. Nesse sentido, tudo na mobília deve ser revirado, como eletrodomésticos, bibelôs, quadros e relógios de parede. Além disso, deve-se dar atenção especial à caixas de tomada e canaletas, além de CPUs, mouses, teclados (local comum para a instalação de keyloggers), impressoras e outros periféricos, devendo ser desmontados desde que se tenha conhecimento técnico para isso, visando evitar avarias e acidentes elétricos. Obs: hoje há inclusive a possibilidade de se adotar recursos tecnológicos de interferência e varredura em tempo real.
Apesar disso, a contravigilância não estará completa sem boas práticas de detecção e despistamento, seja a pé ou em veículos. Contudo, muita gente fala de técnicas de contravigilância mas não têm experiência operacional, tampouco já foi seguido ou precisou despistar alguém. Saber com quem ou com o quê se estar lidando é de suma importância quando o assunto é Inteligência, pois toda solução exigirá abordagem proporcional. Por isso, demonstrar que detectou uma campana poderá fazer com que o operador seja trocado imediatamente a depender da estrutura montada para vigiá-lo(a), fazendo com que percamos o controle sobre a situação.
Assim, embora a maioria das técnicas sejam facilmente encontradas na web, é importante se atentar para essas dicas: entrar em um transporte público e desembarcar rapidamente para ganhar tempo e fugir; dar voltas no quarteirão (de carro ou a pé) para confirmar a perseguição ou expor o perseguidor; mudar seu destino ou fazer uma breve parada em outro lugar a fim de confundir o perseguidor; conversar com pessoas aleatórias na rua ou deixar um papel cair no chão para distrair o espião e escapar; misturar-se à grandes aglomerações; entrar em um estabelecimento lotado e sair por outra porta; criar oportunidades para trocar de aparência improvisadamente, seja colocando um boné ou virando a camisa do avesso.
Para finalizar, a melhor dica de contravigilância utilizável por leigos sem nenhuma formação em Inteligência, é evitar itinerários de rotina, além de levantar informações do seu próprio terreno (casa, ambiente de trabalho, trajetos) com o intuito de detectar quebras de padrão que poderão revelar perseguidores caso ocorram várias vezes. Exemplo: ver a mesma pessoa desconhecida repetidamente ou o mesmo veículo. Além disso, é importante ainda ter uma noção a respeito da finalidade da vigilância, pois espiões e detetives geralmente evitarão exposição e desistirão da campana no caso de serem abordados ou expostos, mas assassinos ou sequestradores, não... por isso técnicas que orientam fazer contato ou virar a esquina na direção do perseguidor subitamente podem ser perigosas, e a melhor solução nesses casos é ter um plano de ação preparado com rotas de fuga e contatos, por isso a importância da análise prévia dos riscos a fim de se obter o verdadeiro quadro de ameaças.
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2️⃣Acesse: A mais pura verdade sobre a espionagem.




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