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Feminicídio: por que as mulheres devem normalizar a investigação dos seus pretendentes?

  • bragaluis855
  • 5 de fev.
  • 2 min de leitura

Aplicação da lei e endurecimento de penas ajudam, mas o crime passional, em especial os cometidos contra a mulher por motivos como ciúmes ou possessividade exigem trabalho de conscientização acerca da atual objetificação da mulher, levando muitos homens a tratarem suas parceiras como itens de posse, e não como seres pensantes, detentores de escolhas e sentimentos que podem mudar a qualquer instante. Aliás, isso é cultural, levando em consideração que os direitos das mulheres, inclusive políticos, só foram conquistados a pouco tempo e através de muita luta!


Nesse cenário, machismo estrutural se combate através de políticas públicas efetivas justamente para evitar que fatores como discriminação e diferença salarial coloquem as mulheres à mercê dos homens, muitas vezes se submetendo à violência, bem como a uma vida infeliz em troca de uma estrutura familiar que forneça segurança e estabilidade financeira. Isso inibe denuncias a respeito de ameaças e agressões que podem impedir que a situação se agrave.


Por outro lado, quanto mais eu vejo casos de feminicídio e violência contra a mulher, mais eu me questiono sobre como elas conseguem se relacionar com certos tipos de homens… Tem mulher que se envolve com uns indivíduos que têm mais de uma passagem pela cadeia, inclusive por crimes graves, como tráfico e homicídio (Alguns foragidos). E pasmem, muitas sequer sabem disso.


Nesse cenário, fica a dica: detetives privados fazem investigação pré-nupcial visando esclarecer o cliente acerca da conduta do seu futuro parceiro (a). Eu particularmente, acho um trabalho de suma importância, considerando que em muitos casos de violência contra a mulher, o homem já tinha ficha criminal extensa, e alguns caras, até passagem pela lei maria da penha.


Esse serviço envolve o levantamento de informações cadastrais com base em dados que o próprio cliente pode oferecer, como nome e documentos, a fim assegurar que o alvo não tenha antecedentes ou mandados de prisão em seu nome, por exemplo. Ademais, poder ser realizado também o acompanhamento da pessoa durante um tempo, além de entrevistas veladas com indivíduos próximos, como parentes e amigos, visando estabelecer um grau de risco em relação a conduta social do pretendente.


Em suma, o processo é bastante parecido com a investigação social para cargos públicos e pode ser personalizado de acordo com o combinado com o detetive. Dessa forma, consultar informações cadastrais pode não ser tão custoso caso o cliente já disponha dos dados necessários, como nome completo, CPF e RG. De todo modo, esse é um procedimento fundamental na era do machismo estrutural e da objetificação da mulher.


 
 
 

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