Drones substituem os vigilantes?
- bragaluis855
- 18 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Rondas utilizando drones substituem vigilantes até certo ponto pois o efeito dissuasivo que o profissional de segurança causa, somada a capacidade de intervenção imediata é inigualável. A utilização de UAVs (Unmanned Aerial Veicles) em patrulhas e operações de eliminação de alvos selecionados em gaza, na Ucrânia e na Rússia não se comparam com as rondas de vigilância patrimonial, mas é bom preparar profissionais de segurança para utilizar essa tecnologia dada sua funcionalidade voltada para o cobrimento de áreas de grande extensão, sobretudo inacessíveis ao agente de segurança.
Para fins de exemplo, no prisma da atividade de Inteligência de segurança pública a solução é interessante embora careça de meios legais de intervenção tendo em vista que um objeto não pode dar voz de prisão, prender ou matar alguém, tornando o policial ainda um elemento insubstituível no que tange as técnicas operacionais de Inteligência voltadas para a vigilância de suspeitos e criminosos. Porém, embora exista necessidade do cumprimento de obrigações legais e registro a depender das especificações do equipamento, é de grande valia para as atividades de Inteligência e Investigação na iniciativa privada se levarmos em consideração os modelos com tecnologias embarcadas que possibilitam a produção de imagens de alta resolução, além de considerável alcance e autonomia da bateria. Contudo, já é possível encontrar contramedidas para drones no mercado, exigindo cautela.
Em suma, a substituição das rondas de vigilância patrimonial por drones passaria não apenas pela necessidade de inovação tecnológica relacionada por exemplo, com o tempo de duração da bateria, mas também legislativas associadas com as especificações permitidas à atividade, sobretudo em relação com a altura de voo, alcance e tipo de transmissão, entre outros aspectos que hoje exigem registro e homologação que passam por entidades como ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) e ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Em todo caso, o efeito psicológico dissuasivo proporcionado pela presença humana não pode ser desconsiderada em um plano de segurança.




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