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Conversa descontraída sobre câmeras de segurança baratas.

  • bragaluis855
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Toda vez que eu falo das fases do projeto de segurança eletrônica, como operação assistida, treinamento e plano de manutenção, vem gente falando: “aim, mas hoje em dia, eu mesmo posso comprar câmeras para instalar na minha casa e monitorar pelo celular”. Ok, mas… quem disse que a legislação aplicada aos sistemas de segurança eletrônica e vigilância patrimonial foi feita pensando em pessoas como você? Infelizmente a segurança privada é elitista demais no Brasil, fazendo com que a burocracia, bem como os custos para quem deseja segurança efetiva, sejam muito puxados.


Digo segurança efetiva pois quem garante que seu celular vai estar disponível 24h e o tempo de resposta caso ocorra alguma invasão à sua residência será suficiente para a polícia chegar ao local, por exemplo. Ou pior, e se os invasores se aproveitarem de pontos cegos; as câmeras e alarmes falharem; forem sabotados ou mesmo sofrerem um ataque cibernético, seja por obsolescência dos softwares ou falta de manutenção? Tudo isso pode ser antevisto por meio da análise de riscos, que se trata do levantamento de informações necessário antes de se optar por qualquer solução de segurança.


Dessa forma, a realidade é que a maioria desses equipamentos, independente das tecnologias embarcadas neles, só proporcionam sensação de segurança, o que de certa forma pode ser até prejudicial pois te fará negligenciar comportamentos seguros e princípios básicos de segurança residencial. Nesse sentido, é fundamental buscar orientação especializada de modo que seja possível abordar os riscos dentro de um conceito de custo-benefício.


Contudo, não leve essa orientação ao pé da letra ao ponto de descartar completamente o emprego de câmera de segurança de baixo custo. O objetivo desta postagem foi apenas alertar para o fato de que a decisão em torno da adoção de um sistema de monitoramento eletrônico pode demandar assessoria técnica especializada para o projeto, a depender do contexto do cliente. Em certos casos, é necessário plano de manutenção, atualização e sobretudo funções que auxiliem o exame forense das imagens produzidas, como o hashing, garantindo a integridade dos dados nos casos de sindicância.


Em suma, como podemos ver, isso independe da capacidade de pronta resposta e envolve os processos investigativos também no sentido de facilitar a produção de elementos de convicção pouco passíveis a contestação, seja pela polícia ou pelos investigadores privados. A titulo de exemplo, imagina não conseguir ou ter dificuldades para provar ou detectar que uma filmagem foi cortada visando esconder um furto cometido por um empregado. Para evitar gastar dinheiro à toa, é importante consultar um profissional. A proposito, a legislação atinente a segurança privada já abarca esse tipo de serviço.


 
 
 

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