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Contravigilância para leigos, como agir ao perceber que está sendo seguido?

  • bragaluis855
  • 28 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Toda vigilância técnica, seja oficial ou clandestina, é frágil se considerarmos não apenas as contramedidas eletrônicas atuais, mas a possibilidade de se abrir mão dos recursos de tecnologia da informação para nos voltarmos às formas mais rudimentares de comunicação empregando os métodos de conversação sigilosa ou os meios de criptologia a fim de prevenir interceptações criminosas. É assim que organizações terroristas e facções evitam as atividades de vigilância dos Estados.


Aliás, no prisma da atividade de contravigilância há ainda a possibilidade de nos valermos das TICS (tecnologias da informação e comunicação) atuais para contra-atacar disseminando informações públicas ou mesmo sigilosas em canais comprometidos, intencionalmente tratadas, visando obter resultados favoráveis aos nossos interesses.


Nesse sentido, embora a contravigilância exija uma série de conhecimentos provenientes das operações de Inteligência, como o reconhecimento operacional; a campana; o disfarce; a provocação, o OMD (observação, memorização e discrição) e a dissimulação, nessa postagem abordaremos um risco mais comum no dia a dia do cidadão: a possibilidade dele ser seguido por alguém mal-intencionado na rua.


No entanto, antes é necessário definir o conceito de campana, que se trada da técnica de Investigação ou operações de Inteligência orientada para o acompanhamento ou a observação de um alvo, ou mesmo locais de interesse. Como há diversos tipos de campana, aqui nos restringiremos à mais comum enfrentada pelas pessoas, a campana progressiva, ou aquela onde o interessado segue alguém sozinho até perdê-lo para retomar o trabalho no próximo dia, no mesmo local, visando encontrar o lugar de destino do alvo.


Dessa forma, a melhor dica utilizável por leigos sem nenhuma formação em Inteligência, é evitar itinerários de rotina, além de levantar informações do seu próprio terreno (casa, ambiente de trabalho, trajetos) com o intuito de detectar quebras de padrão que poderão revelar perseguidores caso ocorram várias vezes. Exemplo: ver a mesma pessoa desconhecida repetidamente ou o mesmo veículo.


Nessas situações você poderá:


  • Chamar a polícia.

  • Entrar em um transporte público e desembarcar rapidamente para ganhar tempo e fugir.

  • Dar voltas no quarteirão (de carro ou a pé) para confirmar a perseguição ou expor o perseguidor.

  • Bancar o "anjinho" ou mudar seu destino a fim de confundir o espião.

  • Conversar com pessoas aleatórias na rua ou deixar um papel cair no chão para distrair o perseguidor e escapar.

  • Misturar-se à grandes aglomerações.

  • Criar oportunidades para trocar de aparência improvisadamente, seja colocando um boné ou virando a camisa do avesso.

  • Entrar em um estabelecimento lotado e sair por outra porta.


Por fim, é importante ainda ter uma noção a respeito da finalidade da vigilância, pois espiões e detetives geralmente evitarão exposição e desistirão da campana no caso de serem abordados ou expostos, mas assassinos ou sequestradores, não... por isso técnicas que orientam fazer contato ou virar a esquina na direção do perseguidor subitamente podem ser perigosas, e a melhor solução nesses casos é ter um plano de ação preparado com rotas de fuga e contatos.


 
 
 

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