Contrainteligência: dicas práticas de segurança na gestão de pessoas.
- bragaluis855
- 17 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de dez. de 2025
Grande parte da espionagem corporativa ocorre por meio de trabalhadores descontentes, que são subornados por competidores ou mesmo vazam dados e informações sigilosas a fim de se vingarem da empresa. Nesse sentido, é fundamental uma política de RH adequada seguida por boas condições de trabalho e um ambiente laboral saudável visando evitar a chamada espionagem venal, que é aquela passional ocorrida por rancor. A contraespionagem corporativa cumpre papel substancial nesse sentido na hora de literalmente "caçar" os espiões corporativos. Contudo, o foco desta postagem será nas medidas preventivas relacionadas com a área de Recursos Humanos.
De todo modo, é fundamental treinar os funcionários a fim de evitar que eles forneçam informações além da que lhes é permitido durante uma possível abordagem pelos agentes de Inteligência dos concorrentes. Isso pode acontecer através de um programa de conscientização promovido pela área de Contrainteligência. Outra tarefa de suma importância é a capacitação de pessoas aptas para identificar entrevistas veladas, bem como descobrir os competidores interessados nas informações da empresa por meio da análise dos questionamentos.
Além disso, também é imperioso controles de segurança orgânica para evitar que pessoas entranhas acessem áreas restritas se passando por estagiários, colaboradores, estudantes, bem como jornalistas, clientes e investidores. Ademais, é indispensável um rígido controle na terceirização, inclusive de funções relacionadas com facilities, como limpeza e conservação, tendo em conta que é comum que os empresários se preocupem com cargos críticos mas ignorem trabalhadores dessas atividades que também podem ter acesso a conhecimentos sigilosos, seja escutando conversas na hora do cafezinho dos funcionários ou mesmo sendo recrutados e treinados por elementos adversos, por exemplo.
Em suma, é fundamental uma atuação conjunta entre a área de segurança da informação/contrainteligência com o RH a fim de se desenvolver políticas de segurança na gestão de pessoas que vão desde a admissão até o desligamento de um colaborador da empresa, envolvendo especialmente separação de funções por grau de criticidade/sensibilidade (princípio da necessidade de conhecer) e credenciamento.




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