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Como classificamos as fontes de Inteligência no Brasil?

  • bragaluis855
  • 11 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

As fontes de Inteligência podem ser classificadas quanto a confidencialidade e a origem. No que tange à confidencialidade, elas podem ser abertas ou classificadas; em relação a origem, podem ser humanas ou técnicas. Assim, por fonte aberta entendemos todos os dados obtidos publicamente, como jornais, revistas, internet, relatórios governamentais, dados oficiais, e informações acadêmicas. Por outro lado, como fontes fechadas, se considera aquelas que demandam alguma forma de acesso, seja paga ou reservada a certos tipos de pessoas, ou mesmo operações de Inteligência voltadas para a obtenção de dados negados.


Ademais, em relação à classificação pela origem, os dados podem vir de fontes humanas quando obtidos por agentes de Inteligência, colaboradores e informantes, ou mesmo técnicas, quando alcançados através de fontes tecnológicas, que podem ir desde a interceptação de sinais de comunicação até a interpretação de imagens reunidas ou monitoradas por meio de aviões, drones e satélites. Porém, é comum utilizarmos os termos norte-americanos para nos referirmos às fontes de Inteligência, contudo, expressões como humint, sigint e techint não existem na doutrina Brasileira. Por aqui, classificamos as fontes como humanas ou técnicas, bem como definimos subcategorias.


Em suma, a compreensão do sentido de fonte permite entender os diferentes meios para obtenção de dados, que podem ser classificados quanto à confidencialidade (abertos ou negados/fechados) bem como a origem da fonte, que podem ser humanas ou técnico-cientificas. É importante enfatizar ainda, que a maior parte dos dados utilizados para a produção de conhecimento de Inteligência têm origem pública. Além disso, o emprego de dados negados é vedado à iniciativa privada. Alguns métodos inclusive, são restritos à polícia judiciária e demandam autorização judicial.


 
 
 

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