Como a fraude, e especialmente a corrupção, afetam negativamente a economia de um país?
- bragaluis855
- 5 de jan.
- 2 min de leitura
A palavra compliance sempre traz a mente casos famosos como o da empresa Eron ou da Tyco Internacional, que outrora adotaram práticas contábeis fraudulentas visando mascarar a sua real situação financeira a fim de se valorizar no mercado de ações, resultando em escândalos e desconfianças por parte do sistema financeiro e consequentemente retraindo investimentos. Contudo, esse conceito ultrapassa a mitigação de riscos de fraude, contribuindo para a redução de riscos diversos derivados do desalinhamento com as normas, padrões internos e externos, além da legislação vigente visando evitar punições.
Nesse sentido, podemos citar o maior acidente nuclear da história dos Estados unidos com o Three Mile Island como exemplo, e também o de Chernobyl, que resultou no fim da União Soviética, apontando para o impacto devastador da não observância das diretrizes ou da desatenção com os protocolos de segurança, que são garantidos através de monitoramentos e auditorias periódicas de compliance.
Por outro lado, a corrupção tende a ultrapassar as consequências de mercado, superando a fraude comum em termos de efeitos negativos, lançando descrédito à segurança jurídica para a manutenção de negócios em um país, afetando a atratividade de todos os setores econômicos, considerando que ela deriva do abuso da própria posição pública privilegiada para ganhos pessoais, que inclusive também podem resultar em tragédias, vide o caso Brumadinho envolvendo fraudes em auditorias externas.
Assim, para fins de exemplo recente, a guerra de narrativas que visa apontar o envolvimento direto do Banco Central, bem como de ministros do STF (supremo tribunal federal) no caso do Banco Master sem provas, não é bem-vinda, e só contribui para aumentar o risco-país no que tange a ausência de legislação e fiscalização adequada por parte do setor público, freando a prática comercial derivada da falta de previsibilidade e confiança, além dos investimentos no Brasil, extrapolando inclusive os impactos no mercado financeiro.
Portanto, o departamento de compliance é vital para uma organização no sentido de garantir a sua sobrevivência em uma perspectiva individual e também coletiva, especialmente no que tange a corrupção e seus crimes conexos, tendo em vista a profunda teia de relacionamentos do século XXI, capaz de atingir a reputação de todo o sistema regulatório de um país.




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